Por que marcas de moda crescem em seguidores, mas não em caixa

Ana Siewert • 9 de janeiro de 2026

Se a marca aparece mais, por que o dinheiro não acompanha?

Essa é uma pergunta que aparece com frequência nas conversas com donos de marcas, CEOs e líderes de negócio no setor da moda. O marketing cresce, a presença digital aumenta, os lançamentos ficam mais frequentes — mas o caixa continua pressionado, a margem encolhe e a previsibilidade some.


A resposta curta é incômoda, mas necessária: marketing não gera lucro sozinho. Ele amplifica decisões estratégicas que já foram tomadas antes — certas ou erradas. Quando a estrutura do negócio está desalinhada, o marketing não resolve. Ele acelera o problema.



O erro de tratar marketing como alavanca isolada de crescimento


Durante anos, o mercado tratou marketing como a grande solução para destravar vendas. Se não vendia, faltava tráfego. Se não crescia, faltava visibilidade. Se não girava estoque, faltava campanha.


Essa lógica funcionou em um cenário específico: menos concorrência digital, CAC mais baixo e um consumidor mais impulsivo. Esse cenário não existe mais.


Relatórios globais de estratégia e performance, como os da McKinsey & Company, mostram que marcas que crescem com consistência têm algo em comum: marketing integrado à estratégia de produto, precificação, portfólio e operação. Quando essa integração não existe, o marketing vira um centro de custo sofisticado.


No Brasil, esse erro estrutural é ainda mais evidente. Muitas marcas conseguem vender, mas não conseguem sustentar o crescimento. O marketing até funciona — mas sustenta um negócio frágil.



Quando o marketing amplifica o problema (e não o resultado)


É comum ver marcas com:


  • bom volume de vendas, mas margem apertada
  • alto engajamento, mas baixa recompra
  • campanhas frequentes, mas estoque desbalanceado
  • visibilidade crescente, mas dependência de promoção

Nesses casos, o marketing não está falhando tecnicamente. Ele está amplificando decisões erradas tomadas antes, principalmente no planejamento de coleção, no mix de produtos e na precificação.


Marketing não corrige:


  • produto genérico
  • coleção mal planejada
  • preço desalinhado da percepção de valor
  • posicionamento confuso

Quando essas bases estão erradas, o marketing acelera a perda de margem, aumenta a pressão por desconto e cria uma falsa sensação de crescimento.



O ponto cego das marcas brasileiras de moda


Um dos maiores erros das marcas de moda no Brasil é tentar resolver no marketing problemas que deveriam ter sido resolvidos meses antes, na fase estratégica.


O (bom) planejamento de coleção define:


  • o que será vendido
  • para quem
  • em qual momento
  • com qual expectativa de giro e margem

Quando essa etapa é frágil, o marketing vira uma tentativa de empurrar produto errado para o público errado. A consequência é previsível: campanhas cada vez mais agressivas, promoções recorrentes e desgaste de marca.


Em 2026, esse modelo se torna insustentável. O consumidor está mais racional, mais atento à coerência das marcas e menos tolerante a promessas vazias.



O que as marcas lucrativas fazem diferente


Marcas que crescem com margem tratam marketing como consequência estratégica, não como "solução mágica". Elas entendem que marketing saudável nasce de decisões bem feitas em quatro pilares:


Produto – coerente com o público, com leitura de comportamento e diferenciação real

Preço – alinhado à percepção de valor e à estrutura de custo

Coleção e mix – pensados para giro, não apenas para estética

Posicionamento – claro, consistente e reconhecível

O marketing entra para amplificar essa clareza. Não para compensar a falta dela.



O que muda no papel do marketing a partir de 2026


O marketing de moda deixa de ser protagonista isolado e passa a atuar como parte de um sistema de crescimento. Ele conecta produto, marca, experiência e canal. Ele não cria valor sozinho — ele revela valor quando ele existe.


Marcas que insistirem em usar marketing como muleta continuarão investindo mais para ganhar menos. Marcas que reorganizarem a base estratégica usarão o marketing como alavanca real de crescimento.


Em resumo:

para marcas de moda, marketing só gera lucro quando está conectado a produto certo, coleção bem planejada, precificação coerente e posicionamento claro.

Sem essa base, marketing não resolve, apenas acelera o problema.


Aqui na ASW Fashion, marketing nunca é tratado isoladamente. Ele nasce da estratégia de negócio, da leitura de comportamento, do planejamento de coleção e da estrutura de margem.

Nosso trabalho é identificar onde a base está desalinhada antes que a marca escale investimento, time ou comunicação. Porque crescer sem estrutura custa caro — e corrigir depois custa ainda mais.


Se sua marca investe em marketing, mas sente que o lucro não acompanha, talvez o problema não esteja na execução, e sim na estratégia.


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O mercado da moda está cada vez mais disputado. Novas marcas surgem todos os dias e o consumidor, com acesso a uma variedade de opções, se torna cada vez mais exigente. Nesse cenário, oferecemos uma experiência personalizada que deixa de ser um diferencial e passa a atender a expectativa do cliente. Segundo dados de uma pesquisa da McKinsey, 71% dos consumidores desejam interações personalizadas, enquanto 76% se frustram quando isso não acontece. Mas como aplicar esse conceito à realidade de uma marca de moda? Como alinhar informação, tecnologia e proteção sem se tornar invasivo? É disso que falaremos hoje. 1. O que é Personalização e por que ela é importante para a moda? Personalizar não é apenas chamar o cliente pelo nome em um e-mail. É entender suas preferências, comportamento e desejos, e traduzir isso em produtos, campanhas de marketing, ofertas, comunicação e até mesmo na experiência em loja física. Na moda, isso pode significar sugerir peças complementares à última compra do cliente, criar campanhas segmentadas para diferentes estilos ou oferecer coleções exclusivas para nichos específicos. O objetivo é fazer com que o consumidor se sinta único, criando um vínculo que vá além da simples transação comercial. Dado importante: Pesquisas da McKinsey apontam que um trabalho bem feito de personalização pode reduzir custos de aquisição de clientes em até 50%, aumentar receitas entre 5% e 15% e incrementar o ROI entre 10% e 30%. 2. Principais Pilares da Personalização em Marcas de Moda Conheça Profundamente o Consumidor Vá além de dados demográficos: entenda hábitos de consumo, preferências de cores, estilo de vida, benefícios de uso das peças, etc. Ferramentas de CRM e análise de dados podem ajudar a mapear o perfil de cada cliente. Integração de Canais (Omnicanal) O cliente não quer sentir diferença entre a experiência online e offline. Oferecer uma comunicação consistente em todos os pontos de contato (site, e-mail, redes sociais, loja física). Use uma Tecnologia (GenAI e Automação) A GenAI (Inteligência Artificial Generativa) pode identificar padrões de consumo, gerar recomendações e até auxiliar na criação de campanhas de marketing personalizadas. As plataformas de automação permitem que ações de marketing sejam disparadas no momento certo, de acordo com o comportamento do cliente. Evite Ser Invasivo Há uma linha tênue entre um marketing que encanta e um marketing que assusta. Sempre garanta assinatura e relevância: não envie ofertas que não façam sentido para a jornada desse cliente. 3. Aplicando Personalização na Prática Recomendações Inteligentes: Se o cliente comprou uma jaqueta, sugira calçados ou acessórios que combinem. Faça isso com base em dados (histórico de compra, estilo preferido), não em “achismos”. Momento Correto para a Oferta Acertar o timing é tão importante quanto o produto em si. Por exemplo, se você sabe que o cliente costuma pesquisar ou comprar pela manhã, dispense notificações ou e-mails nesse período. Experiência In-Store Conectada Treine os vendedores para que tenham acesso às informações relevantes do cliente (compras anteriores, preferências). Assim, a interação na loja física se torna um prolongamento natural da experiência online. Campanhas Sazonais Segmentadas Em vez de fazer um lançamento genérico de coleção, crie campanhas específicas para cada tipo de público. Ofereça coleções-cápsulas ou vantagens exclusivas para quem tem maior propensão de compra em determinada categoria (ex.: esportivos, festa, casual). 4. Casos de Sucesso e Oportunidades Redução de Estoque : Quando se entende o que o público deseja, a produção se torna mais assertiva, trazendo a necessidade de promoções. Fidelização : Clientes que se sentem “reconhecidos” tendem a voltar, recomendam a marca e se procuram advogados da marca. Inovação Contínua: O próprio processo de personalização gera insights sobre o mercado, retroalimentando o planejamento de coleção e estratégias de lançamento. 5. Desafios e Cuidados Proteção de Dados: Respeite as legislações de privacidade e colete dados de forma transparente. Investimento em Tecnologia e Equipe: Personalização exige plataformas de CRM, automação, análises e profissionais capacitados em marketing e TI. Gestão de Mudança Organizacional: Todas as áreas precisam estar homologadas – do tempo criativo à produção, passando por vendas e TI. #Dica de Ouro ASW A personalização já é um requisito básico para quem quer prosperar no mercado de moda. Entender o cliente a fundo, apostar na tecnologia e manter um atendimento omnicanal humanizado faz toda a diferença na criação de uma relação de confiança e fidelidade. Se você deseja implementar essas estratégias em sua marca de moda e maximizar resultados, entre em contato conosco . Oferecemos consultoria estratégica e treinamentos personalizados para empresas que desejam crescer de forma estruturada e lucrativa. Clique aqui para falar conosco.
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