Marketing de Moda em 2026: por que as marcas que não se reorganizarem agora vão pagar a conta depois
O marketing de moda mudou de função — e isso redefine crescimento, margem e posicionamento

Durante muito tempo, marketing de moda foi tratado como sinônimo de visibilidade. Publicar mais, aparecer mais, lançar mais campanhas. Essa lógica funcionou enquanto o custo de aquisição era baixo, a concorrência digital ainda estava em maturação e o consumidor comprava mais por impulso do que por critério. Esse ciclo terminou.
Os principais relatórios globais, de McKinsey & Company, Deloitte, Kantar, NielsenIQ, WARC e IAB Brasil, apontam para a mesma conclusão:
em 2026, marketing deixa de ser um motor de exposição e passa a ser um sistema de eficiência comercial, retenção e construção de margem.
Não é uma tendência estética.
É uma mudança estrutural.
O consumidor mudou — e no Brasil essa mudança é ainda mais dura
Dados recentes da NielsenIQ e da McKinsey mostram um consumidor global mais cauteloso, mais seletivo e menos tolerante a experiências ruins.
No Brasil, esse comportamento é amplificado por fatores locais: pressão de custos, maior sensibilidade a preço, crescimento acelerado do e-commerce de moda e um histórico de promessas que nem sempre se sustentam na entrega.
O consumidor brasileiro continua comprando moda online, mas compra de forma mais racional. Avalia prazo, política de troca, reputação da marca, qualidade percebida e experiência pós-venda.
Nesse contexto, marketing que promete mais do que a operação entrega deixa de ser investimento e vira custo oculto.
Para marcas de moda no Brasil, em 2026, marketing só funciona quando está sustentado por produto, operação e experiência real.
Do alcance para a conversão: a migração silenciosa do funil de marketing
Um dos movimentos mais claros nos relatórios da McKinsey e da Deloitte Digital é a mudança do foco em topo de funil para jornadas mais próximas da conversão real. No Brasil, isso se traduz de forma objetiva: conversa, prova rápida e checkout sem atrito.
O WhatsApp se consolida como canal central de relacionamento e venda, não apenas de atendimento. Estudos do WhatsApp Business mostram que marcas que estruturam esse canal reduzem fricção, aumentam conversão e melhoram retenção.
Em paralelo, a evolução do Pix, acompanhada pelo Banco Central e analisada por veículos como a Reuters, altera profundamente o comportamento de pagamento, reduz barreiras e acelera decisões de compra.
Marketing deixa de ser apenas criação de desejo. Passa a ser desenho de jornada comercial.
Social commerce em 2026: de vitrine bonita para canal estratégico
Relatórios da McKinsey e estudos de plataformas sociais indicam que a descoberta social continua sendo central para a moda. A diferença é que, em 2026, não existe mais espaço para desejo sem captura de valor.
Plataformas sociais deixam de ser vitrines isoladas e passam a funcionar como portas de entrada para ecossistemas próprios das marcas: catálogo, prova social, dados, remarketing e recompra.
Marcas que tratam redes sociais apenas como mídia competem por atenção. Marcas que tratam redes sociais como canal de aquisição e relacionamento competem por valor e margem.
Primeiro dado vira ativo estratégico: retenção passa a ser marketing
Com o aumento consistente do CAC — amplamente documentado por Deloitte e McKinsey — a base própria de clientes se transforma no principal ativo estratégico das marcas de moda. Em 2026, o marketing mais eficiente será aquele que:
- aumenta recompra
- constrói recorrência
- estimula indicação
- cria comunidade real em torno da marca
Isso exige CRM, leitura de dados, segmentação e inteligência comercial. Exige abandonar a ilusão de que crescimento sustentável vem apenas de campanhas pontuais.
Síntese estratégica: Quem vende mais vezes para quem já confia, cresce com menos risco.
Retail media e marketplaces: a nova disputa pela atenção no ponto de compra
Outro movimento estrutural destacado por McKinsey, IAB Brasil e WARC é o crescimento acelerado das redes de retail media. Para marcas de moda que operam em marketplaces ou multimarcas, a atenção no ponto de compra se torna um novo campo de batalha estratégico.
Em 2026, comprar mídia dentro do ecossistema do varejo deixa de ser apenas uma ação tática e passa a integrar o planejamento de crescimento. A diferença entre marcas que vendem e marcas que brigam por preço estará na capacidade de usar dados, intenção de compra e posicionamento de forma integrada.
Produto, experiência e reputação voltam ao centro da equação
Talvez o ponto mais ignorado (e mais evidente) dos relatórios recentes seja este: marketing não salva produto ruim.
NielsenIQ e McKinsey são claras ao mostrar que, em um cenário de consumo mais racional, a experiência real define a longevidade das marcas.
Modelagem, qualidade, entrega, atendimento e pós-venda deixam de ser bastidores e passam a ser parte ativa da estratégia de marketing.
A promessa precisa ser sustentada. Caso contrário, o custo de aquisição sobe, a recompra cai e a margem desaparece.
O que 2026 realmente vai exigir das marcas de moda:
Quando todos esses movimentos são analisados em conjunto, e aplicados à realidade brasileira, fica claro que 2026 não será um ano de experimentação. Será um ano de consolidação.
As marcas que entrarem nesse ciclo com estrutura, clareza estratégica e integração entre marketing, produto e operação terão uma vantagem competitiva difícil de copiar.
As que continuarem tratando marketing como improviso, tendência estética ou esforço isolado sentirão isso diretamente no caixa.
Na ASW Fashion, nosso trabalho não é ensinar marcas a postarem melhor ou seguir tendências. É reorganizar estratégia, marketing, produto e operação para que o crescimento seja previsível, sustentável e lucrativo. A nossa consultoria parte de uma leitura profunda do negócio, do mercado e do momento da marca para orientar decisões estratégicas alinhadas ao cenário real de 2026.
Sem fórmulas prontas.
Sem achismo.
Sem modismo.
Conheça a Consultoria Estratégica aqui da ASW Fashion e entenda como preparar sua marca para crescer com inteligência no próximo ciclo do mercado. Clique aqui para preencher o formulário inicial de aplicação.
Este artigo foi escrito por Ana Siewert.
O conteúdo é protegido por direitos autorais. A reprodução total ou parcial sem citação da fonte é proibida. Plágio é crime.










